Lincey
Lincey, cujo nome original era Lindsay, é apresentada como uma figura de natureza dual e complexa.
No passado, ela viveu em Nova Iorque e foi o interesse amoroso de Karl, marcada por uma relação intensa e conturbada. Agora, ela assume uma forma mística e aterradora: uma entidade ligada à guerra e à destruição, capaz de se manifestar como uma mulher guerreira vestida de couro escuro ou como uma tigresa albina (e posteriormente um guepardo) de olhos azuis glaciais. No plano espiritual do Atrium, ela atua como uma agente que trança possibilidades de conflito e observa o jogo do destino.
Idade: Não é especificada uma idade exata em anos humanos para a sua forma espiritual, mas na sua vida passada como Lindsay, ela aparentava ser uma mulher jovem contemporânea a Karl.
O que gosta: Lincey demonstra um prazer sádico na perseguição e no confronto. Ela valoriza a autoridade, a violência como forma de acerto de contas e a caça implacável por aqueles que a “esqueceram” ou abandonaram.
O que não gosta: Detesta a fraqueza, a negação do passado e, acima de tudo, o fato de ter sido apagada da memória de Karl. Ela demonstra desprezo por figuras de proteção, como o cão Liebe, a quem chama de “vira-lata de pelúcia”.
Para Karl, ela é inicialmente uma força de terror puro e incompreensível, uma “caçadora” que o persegue através do tempo. Após recuperar fragmentos de memória, ele passa a vê-la como Lindsay, uma mulher que ele amou mas que se tornou destrutiva e instável. Já para as entidades do Atrium, como Etrom e Zoe, Lincey é vista como uma peça perigosa e desobediente no tabuleiro do tempo; Zoe a descreve como uma “rachadura encarnada”, um reflexo do descontrole emocional e da dor por trás da fera.
— Você...? Você fez isso? Ela girou a corrente. O som cortou o ar como uma lâmina.
— Você me deixou e fugiu! Como sempre faz, não é mesmo, Karl? Me apagou da sua memória e achou que isso seria esquecido por moi? — Eu... não sei do que você está falando! Ela avançou dois passos, furiosa.
— Sempre o mesmo discurso! Sempre fingindo que não entende! Me abandonou! Me apagou! Me trancou num canto da memória e depois me chamou de louca!"
